como atrair investimentos para rodada séria A

Como atrair investimentos em uma rodada série A

Confira quais são os principais pontos que os investidores analisam para aplicar recursos em startups que passam pela rodada série A.

Índice

Com o avanço contínuo dos bancos digitais e de empresas focadas em oferecer serviços e produtos financeiros para pessoas e organizações, temas relacionados a uma gestão financeira mais inteligente, incluindo as melhores formas de aplicar recursos em investimentos, vêm ganhando cada vez mais relevância no Brasil e no mundo.

Em se tratando de investimentos, um relatório recente desenvolvido pela Emerging Venture Capital Fellows, que traz um mapeamento completo e detalhado de investidores de Venture Capital (VC) do Brasil, aponta que grande parte deles aplica seus recursos em rodadas de seed (semente) e série A. Portanto, essa concentração de recursos nos estágios iniciais das rodadas de investimento mostra que esse é um momento estratégico e decisivo para fazer uma startup escalar.

Neste artigo, vamos abordar algumas características das rodadas de investimento, sobretudo as fases iniciais, o que os investidores buscam para investir em uma startup e dicas de como atrair investimentos em uma rodada série A. 

O que são as rodadas de investimento?

As rodadas de investimento constituem o processo por meio do qual as startups podem levantar recursos para financiar sua operação. Nesse modelo, os estágios de investimento já estão bem definidos e são divididos de acordo com objetivos distintos, conforme a sequência abaixo:

  • Investimento-anjo: essa é a primeira rodada de investimentos de qualquer startup ou fintech, que costuma ser efetuado por pessoas físicas com capital próprio e pequenos investidores profissionais;
  • Seed: quando a empresa já possui sinais de validação de seu produto e serviço e está em busca de desenvolvê-lo, ela começa as rodadas de investimento em seed (semente); 
  • Rodada Série A: nessa série o capital é utilizado para otimizar a base de usuários, melhorar a credibilidade da startup e impulsionar o negócio, explorando novos mercados;
  • Rodada Série B: nesse estágio, a startup já desenvolveu uma base fiel de clientes e conseguiu validar seu modelo de negócio;
  • Rodadas Série C em diante: os investimentos nessa fase podem buscar internacionalizar as operações da empresa e contribuir para acelerar seus mais diversos âmbitos. As demais rodadas (D, E…) dão continuidade à expansão do negócio.

Já que falamos sobre as particularidades de cada rodada de investimento, agora, vamos entender melhor a rodada série A e os fatores que contribuem para que ela se torne tão atrativa para os investidores de VC.

Rodada série A

A rodada série A é a primeira rodada de investimentos feita junto aos fundos de VC, que é composta por investidores profissionais. Se você é uma startup e conseguiu chegar a esse estágio, parabéns, você tem muito o que comemorar. 

Isso porque é a partir da rodada série A, que a empresa consegue levantar recursos significativos para financiar sua operação, desenvolver-se e escalar o seu negócio.  

Para os investidores, essas rodadas permitem aplicar recursos em empresas em crescimento em troca de participação acionária ou parte da organização. Vale ressaltar que, nesse estágio, o risco de prejuízo financeiro é assumido exclusivamente pelo investidor. 

Entre outros aspectos, a rodada série A permite a entrada de capital na empresa, a fim de aumentar o valor da startup.

O que um investidor de VC busca em uma startup?

O investidor de Venture Capital (VC), ou capital de risco, busca investir em uma empresa até que ela atinja um tamanho, renome e credibilidade suficientes para que ela possa ser vendida para uma grande corporação ou realizar a sua abertura de capital (IPO)

negociações em rodada série A

Para conseguir uma rodada série A, ou seja, um investimento maior, as opções são quase todas estrangeiras, o que pode dificultar para muitos empreendedores, que não fazem a menor ideia de como atrair investidores de fora do país.

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Os investidores de VC existem para permitir que as startups consigam, efetivamente, atrair investimentos sem se endividar com os juros cobrados pelos bancos, que podem ser muito altos para a saúde financeira dessas empresas. Em resumo, o capital de risco preenche o vazio entre fontes de fundos para inovação (principalmente corporações, órgãos governamentais e outros investidores) e fontes tradicionais de capital de menor custo disponíveis. 

Para que esse vazio seja preenchido, os investidores de VC precisam identificar no negócio oportunidades de ganhos positivos a longo prazo, e fácil oportunidade de saída. Ou seja, eles procuram investir em segmentos do mercado com alto crescimento e potencial, já que apostar em um nicho não validado é algo que eles evitam. A sua startup pode ter a ideia mais inovadora e disruptiva dos últimos tempos, mas, se ela não fizer parte de um nicho já comprovadamente promissor, é pouco provável que ela atraia investimentos de VC.

No Brasil, os investimentos em startups têm se concentrado em segmentos como fintechs (tecnologia financeira) e proptechs (tecnologia imobiliária), por se tratarem de mercados com alto potencial.  Aqui, esses fundos são instituídos como Fundos de Investimento em Participações (FIP) e Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes (FMIEE).

Como atrair investimento em rodada série A: três dicas para sua startup

Por se tratar de um estágio super estratégico, para as startups escalarem seu negócio, ficar por dentro de meios que possam tornar essa captação de recursos possível em rodada série A é fundamental, se você é empreendedor. Pensando nisso, preparamos três dicas que vão auxiliar você e sua empresa nessa jornada. Confira!

  1. Conheça suas métricas

Já entendemos que, para investir em rodada série A, o investidor de VC precisa sentir confiança de que o segmento é promissor e vai trazer retornos positivos a longo prazo. Por isso, preparar e conhecer bem as suas métricas é fundamental e indispensável.

Até mesmo porque, a maioria dos investidores se baseia em fatos e dados antes de aplicar seus recursos em um empreendimento. Você precisa, então, conhecer e analisar de perto os seus principais concorrentes, entender a fundo suas despesas, fontes de receita, etapas do funil de vendas e todas as demais medidas analíticas.

Alguns exemplos de métricas que você precisa conhecer são: o custo de aquisição de clientes (CAC), taxa de retenção, taxa de cancelamento, entre outras.

Leia mais: Planilha de métricas SaaS

  1. Invista em pessoas excelentes

Não tenha dúvida: os VCs, sobretudo aqueles interessados em investir em startups ainda no estágio inicial, irão vasculhar o que puderem sobre as condutas e antecedentes do board e da equipe da sua empresa.

Isso acontece, porque esse investimento se trata, acima de tudo, de uma grande parceria comercial. Dessa forma, o capital humano é um fator fundamental da colaboração bem-sucedida, e os VCs normalmente querem se unir a pessoas que eles acreditam e compartilham das mesmas visões, valores e personalidade. 

  1. Apresente bem o seu produto

O que torna as startups tão valiosas, em relação às empresas mais tradicionais, é o fator inovação. Isso é o que normalmente faz os olhos dos investidores de VC brilharem. Portanto, prepare uma boa apresentação do seu produto, de modo que os VCs interessados consigam analisá-lo profundamente, entendendo a história (storytelling) por trás dele, como ele funciona, como ele é desenvolvido e como sua empresa planeja levá-lo aos consumidores.

Outro ponto muito importante é que os investidores vão querer saber se você realmente possui os direitos do seu produto ou serviço e está em conformidade com a legislação. Qualquer tipo de disputa de propriedade intelectual será uma bandeira vermelha para a maioria dos investidores de VC, então tome cuidado.

Gostou das dicas? Se você conhece algum empreendedor que está começando e está se preparando para captar recursos em rodada série A, compartilhe com ele esse artigo. Pode ser o incentivo de que ele precisa para começar a se planejar.

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