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De Lucca abre o bate-papo ao trazer que os aplicativos bancários e o internet banking estão no rumo para se tornarem irrelevantes no médio prazo. O executivo defende que os clientes, sobretudo B2B, deixarão de navegar por telas e botões para interagir diretamente com assistentes de IA para resolução de problemas complexos e repetitivos. "O app, o banco, não vai deixar de existir, pelo menos no médio prazo, mas a gente acredita muito que vai passar a ser irrelevante. A tendência é que as pessoas passem a usar cada vez mais os assistentes de AI para resolver as suas necessidades do dia a dia. E aí você imagina esse profissional tendo que navegar em um monte de tela, clicar em um monte de botões, extrair informação e conciliar essas informações, quando tem um agente de IA para agilizar e personalizar essa interação", explica.
O executivo destaca que o uso de agente de IA na Conta Simples tem o objetivo de permitir que os próprios clientes construam suas experiências de automação, com foco em gestores e CTOs. "Na Conta Simples, a gente tem uma missão que é ser a era mais produtiva com IA dessa área. A gente percebeu que os processos eram muito repetitivos e como essa tecnologia pode realmente salvar muitas horas dessa equipe financeira e trazer valor, de fato. Então, começamos a entender melhor como isso funciona, entender a dor do cliente para trazer soluções pronta e eficazes para isso", afirma.
Suzano, por sua vez, enfatiza o ganho de produtividade de clientes advindo dos agentes de IA, o que inclui a redução de sprints de 15 para 3 dias. "Antes, o cliente me ligava e falava assim: "Cara, está acontecendo isso e isso, tem que pôr essa série na rua". E eu levava uma semana para isso e, às vezes, perdia a oportunidade de negócio. Hoje, a gente tem uma solução, um agente que fica na internet olhando notícias de várias indústrias. Tem um outro agente que faz uma escoragem dessas notícias e a gente alinha eles. Isso reduziu esse tempo de uma semana para uma hora e reduziu as chamadas em 70%", afirma.
O diretor destaca, ainda, que o B3 planeja lançar arquiteturas agênticas para investidores consultarem seus dados e para a criação instantânea de índices. "Um dos produtos que a gente quer lançar é uma arquitetura agêntica que responde sobre os seus investimentos ele nunca vai te dar dica agora investe nisso ou agora investe naquilo não é o porquê a gente existe. Para isso tem um monte de corretora, um monte de gente que vai te especializar. Agora, ele vai te dar um registro dos seus investimentos e você vai ter acesso, via prompt, a falar, ah, cara, acabei de comprar um fundo, ele está vendendo quanto? Ele está vendendo mais do que o mercado? Tem gente que comprou igual a mim e tem rendimento melhor?", explica.
Quanto aos riscos de alucinações e conformidade, o diretor do B3 afirma que o foco deve ser monitorar as ações dos agentes em tempo real e aprimorar os guardrails. "A trilha de auditoria, a trilha de observabilidade que acontece próximo da gente, é uma das coisas mais fundamentais. Você não vai trabalhar para evitar alucinações, você observa o que esse agente está fazendo, quais são as ações que ele está tomando e quando acontece, pelo menos você ter condições de fazer essa análise e aprimorar os guardrails para que ele não alucine mais", aponta.
Por fim, De Lucca acrescenta que novas ferramentas irão vir cada vez mais integradas com soluções de segurança para agregar à observabilidade. "As soluções também estão evoluindo. O próprio Azure OpenAI não tinha ferramentas de guardrails e, com o lançamento do AI Foundry deles, consigo garantir toda a estrutura de acessos que eu tenho no meu domínio dentro da companhia para o agente. Então, o nível de governança está melhorando bastante", conclui.


