Raio-x do CFO da nova economia

Entenda como a nova economia está transformando o perfil do CFO, esse líder executivo da área financeira que vem ganhando espaço no mercado de trabalho.
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A gestão financeira está mudando. E, com ela, o líder executivo também muda. Estratégico como sempre, o CFO, agora, precisa se adaptar à era digital e aos desafios e oportunidades da nova economia.

Nesse cenário, quais são as habilidades técnicas e comportamentais que precisarão ser desenvolvidas? Para aqueles que almejam se tornar um CFO, quais são as demandas impostas pelo novo contexto?

Conversamos com a CFO do Grupo InPress, Elisangela Almeida, para entender melhor qual é o perfil do líder executivo das finanças da nova economia. Entenda:

Quem é o CFO brasileiro

De acordo com a pesquisa O Perfil do CFO no Brasil 2021, realizada pelo Insper em parceria com a Assetz, o diretor executivo das finanças é majoritariamente homem e graduado em Administração, Economia ou Engenharia. Ainda de acordo com o levantamento, esse profissional tem, em média, 47 anos, sendo que 20 desses anos são de experiência em finanças. 

idade do cfo
Fonte: Assetz

Mas, para destrinchar o perfil do Chief Financial Officer, o CFO, é preciso, antes, refletir sobre as particularidades desse papel de acordo com o contexto organizacional. É que, a depender do seu estágio ou porte, uma empresa vai precisar de profissionais com habilidades técnicas e comportamentais diferentes.

O CFO da multinacional

Segundo a CFO do Grupo InPress, em uma multinacional com sede em outro país, o CFO brasileiro se dedicará, principalmente, a três áreas:

  • reporting;
  • gestão de pessoas; 
  • suporte ao negócio.

Isso significa, segundo Almeida, que uma parte significativa das decisões é tomada na sede, e cabe ao líder das finanças no Brasil garantir que os decisores tenham informações financeiras concretas e atualizadas sobre o país. 

É dever desse CFO assegurar que seu time esteja alinhado com os objetivos da empresa, cuidando dos processos financeiros e, é claro, das pessoas. 

O gestor financeiro das médias e grandes empresas

Elisangela Almeida explica que se encaixa nesse grupo, na condição de CFO de uma média empresa. Segundo ela, nesse cenário, o líder executivo das finanças “precisa ser hands on”, conta. 

“Eu sou a Head, toda decisão de investimento, decisão de metas, OKRs, planejamento estratégico, definição de política regras, está tudo comigo”, lista. Ainda de acordo com ela, o CFO é braço direito do CEO como “guardião do templo”, ou seja, uma referência da cultura da empresa. 

O líder financeiro precisa gerir todas as demandas do seu time, desde a elaboração dos livros contábeis à contabilidade fiscal, passando pelo planejamento. Mas a prioridade do time de finanças é gerar inteligência para o negócio. 

“É ajudar as áreas de negócios a fazerem uma cotação, ajudar a perceberem uma oportunidade, momento de investimento, interpretar as peças contábeis e gastar o tempo fazendo análises para garantia da continuidade, para garantir a perenidade da empresa”, explica.

O CFO das startups

“Na startup, o CFO mata um leão por dia”, brinca Elisangela Almeida, CFO do Grupo InPress. É que nessas empresas inovadoras e jovens, o gestor financeiro precisará estruturar a área de finanças, criando alguns processos para ter certeza de que a startup poderá aproveitar oportunidades e evitar gastos desnecessários. 

“Precisa ser mais hands on também, de perfil controladoria no início. É um momento em que você precisa ter os dados, estruturar uma contabilidade para ter informações”. Com dados em mãos, o CFO poderá preparar a casa para a atração de investimentos: “O foco é controladoria para evitar gastos desnecessários e para montar um balanço que será apresentado para os bancos, investidores etc.”, conclui Elisangela Almeida.

Conclusão

Com a transformação digital em curso e a nova economia, o perfil do CFO está em constante alteração. O que certamente não mudará é a sua posição estratégica para qualquer negócio, independentemente do setor e estágio da organização. 


Para se preparar para todas as mudanças, o profissional das finanças precisa ser adaptável e, sobretudo, estar sempre atualizado em relação ao mercado.

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