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Indicadores financeiros: quais são os melhores para ficar de olho?

Confira quais são os principais indicadores financeiros que devem ficar na mira dos gestores, segundo o CFO da iugu, André Gonçalves.

Escrito por Mauricio Gomide

Publicado em: 17 de fevereiro de 2022

Atualizado em: 2 de outubro de 2026

5 min de leitura

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Os indicadores financeiros são ótimos termômetros para avaliar e acompanhar o desempenho de uma empresa. Quem trabalha no financeiro sabe que eles ajudam muito na hora de verificar a saúde de um negócio e tomar decisões mais estratégicas.

Segundo André Gonçalves, CFO da iugu, a gestão dessas métricas é tão relevante que não depende do tamanho da empresa. “Independente do estágio do negócio, mesmo em pequenas empresas que ainda não justifiquem um investimento em sistemas de gestão, é importante nunca abrir mão da gestão de indicadores”, afirma o CFO. 

Desde indicadores em um formato mais simples, como uma DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) sintética ou um acompanhamento dos balancetes, é preciso fazer um monitoramento de forma frequente e trazer para a gestão da empresa indicadores que vão direcionar as ações e a estratégia do negócio. 

“É importante a área de finanças atuar como business partner e sempre estar próxima das áreas de negócio, municiando esses setores de informação e provocando discussões para confirmar a estratégia da companhia”, destaca André. 

indicadores financeiros

Outro ponto que merece atenção é ficar de olho e fazer o acompanhamento de receita, da margem do negócio e da liquidez (porque em muitos casos há falta de atenção ao fluxo de caixa). “Muitas vezes, empresas ou startups em estágio inicial precisam muito focar em crescimento, investimento em Marketing e em Vendas, e a área financeira tem que suportar esse crescimento não sendo o gargalo. Por isso, apoiar o desenvolvimento dessas atividades é fundamental”, acrescenta o especialista financeiro.

Indicadores financeiros indispensáveis para qualquer negócio

De acordo com Gonçalves, os indicadores financeiros que são indispensáveis para qualquer tipo de negócio são: 

  • Acompanhar de perto a evolução dos clientes ativos da companhia;
  • Entender o churn (desligamento de clientes) desses clientes e saber se está acontecendo de maneira esperada;
  • Observar a receita que esses clientes desconectados representam (entendendo o quanto de receita você está deixando de ter com isso);
  • Verificar a receita média dos clientes que estão na sua base para entender se o ticket médio de receita que esses clientes estão gerando também está alinhado com o plano de negócios originalmente montado;
  • Acompanhar a receita recorrente gerada no negócio (se isso também está alinhado com a expectativa);
  • Olhar a receita safrada, se o negócio tem mais de 12 meses ou dois anos (entender como essas receitas estão contribuindo com o seu negócio, pois a influência da sazonalidade pode ocorrer depois de uma ação tomada pela gestão ou uma campanha que gerou efeito no faturamento ou em um tipo de produto específico);
  • Acompanhar o custo de aquisição dos clientes, porque isso define a capacidade de escalar o negócio e saber no longo prazo se está trazendo um retorno adequado – à medida que você tem um custo baixo, isso influencia bastante no retorno que esse cliente ativo pode gerar para a empresa;
  • Analisar a margem operacional de longo prazo, porque isso define o valor da companhia no longo prazo – ela é importante na gestão para saber se os custos e as despesas estão alinhados à proposta de plano de negócio que foi estabelecido. 

Quando é importante investir em um sistema de gestão?

Para acompanhar todos esses indicadores financeiros, geralmente, o que ajuda muito é utilizar um sistema de gestão financeira.

O momento de passar a usar esse tipo de ferramenta gera muitas dúvidas entre os gestores. “Essa avaliação é importante de acordo com o estágio de maturidade da empresa. Investir em um ERP (Enterprise Resource Planning, ou sistema de gestão integrado) é sempre uma decisão difícil, porque normalmente esses sistemas não são tão baratos e não são acessíveis a qualquer empresa. Isso acaba fazendo com que grande parte da atenção do financeiro seja voltada para essa escolha e tira um pouco o foco da gestão e da direção da empresa para esses projetos”, lembra André. 

“Os sistemas de ERPs ajudam muito em certos momentos. O estágio da empresa é fundamental para escolher fazer esse investimento. Vai muito da detecção de cada gestor ou diretor financeiro de que naquele momento a empresa tem que realmente tomar essa decisão e estar claramente visível a importância de não criar um impeditivo para que a empresa cresça, ganhe escala e que isso acompanhe o seu crescimento.” André Gonçalves, CFO da iugu. 

Para o CFO, no início, normalmente acaba sendo inviável, mas é preciso também analisar outros fatores. “Se ela está em um ambiente em que é demandada sob o aspecto regulatório de investidores e está passando por um crescimento acelerado, o ERP pode ser algo importante para melhorar a governança da empresa, dar escalabilidade e isso não se traduzir em problemas com clientes (porque está faturando errado), com acionistas (porque está reportando números que não condizem com a realidade da empresa ou levando muito tempo para apurar esses números e ter as explicações adequadas) e com o órgão regulador (quando há necessidade de reportar, seja para CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ou Banco Central, informações para esses órgãos ou para acesso público)”, conclui Gonçalves.

Mauricio Gomide

Jornalista de formação e com quase 20 anos de mercado, Maurício Gomide (Goma) migrou para o marketing digital com foco em conteúdo, SEO e inbound. Atualmente integra o time de marketing da Conta Simples, fintech brasileira especializada em cartão corporativo e gestão de despesas.

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