Home » Blog » Gestão do negócio » Fusões e aquisições: a estratégia de expansão da Rock Content

Fusões e aquisições: a estratégia de expansão da Rock Content

Veja com foi a experiência da Rock Content com fusões e aquisições e quais foram as principais lições aprendidas pelo time financeiro da empresa.

Escrito por Mauricio Gomide

Publicado em: 6 de dezembro de 2021

Atualizado em: 2 de outubro de 2026

5 min de leitura

Inscreva-se na nossa newsletter

Ao preencher, declaro que li e concordo com os Termos e as Políticas da plataforma

A realidade de fusões e aquisições de empresas revela grandes desafios em termos de equipe. Com a incorporação de novas pessoas nos times, a tarefa de integração acaba sendo uma etapa importante do processo e merece atenção dos líderes.

No caso da Rock Content, maior empresa de Marketing de Conteúdo da América Latina e referência em Marketing Digital no Brasil, isso foi uma prioridade quando ela adquiriu a norte-americana ScribbleLive. 

A companhia mineira, seguindo uma estratégia de expansão (em 2017, com um escritório em Guadalajara, México; no ano seguinte com a aquisição da iClips, empresa de Juiz de Fora; e em 2019, com a compra da ScribbleLive e a presença em Boca Ratón, na Flórida e em Toronto, no Canadá), passou a lidar com times multiculturais e a se adaptar ao fato de ter se transformado em uma empresa global.

Para que isso se tornasse realidade, muito planejamento e aprendizado estiveram em jogo. Renato Badaró Guerra, que ocupa a posição de CFO há dois anos na empresa, esteve à frente dessa última aquisição e afirma ter aprendido lições valiosas com a experiência. 

“Antes de qualquer coisa, duas coisas precisam ficar bem claras para um CFO que está passando por um processo de fusão e aquisição: é preciso ter convicção na transação, com a ideia de que isso faz sentido para a companhia, e entender a importância da integração da empresa adquirida de ponta a ponta”, lembra Renato. 

O caminho das pedras para os times financeiros

Esse cenário de fusões e aquisições traz algumas análises interessantes sob o ponto de vista de quem lidera o financeiro, principalmente no que diz respeito a pessoas.

A diferença que enriquece

Pode parecer óbvio, mas muitas empresas que passam por fusões e aquisições se esquecem de que a integração das nacionalidades também faz parte do processo. Ter isso em mente ajuda a entender que o trabalho vai precisar contar com essa consciência de diferença de comportamentos e até mesmo de métodos de trabalho. “A gente queria usar o melhor dos dois mundos e garantir que a gente estava criando a melhor mistura para fazer o negócio funcionar”, destaca Renato.

banner miolo founder hacks

O global e o local se encontram

Outro desafio vivenciado nessa situação é a criação de processos globais que são adaptáveis a realidades locais. “Quando falamos de contas a receber, por exemplo, é impossível ter um processo global porque os países operam de formas diferentes [o jeito que a gente faz contas a receber no Brasil é muito diferente do que é feito nos Estados Unidos. No Brasil, somos muito mais desenvolvidos]. A grande questão é estabelecer uma política global, mas com habilidades e customizações locais para que a gente se adapte à necessidade de cada país”, reforça Renato. 

A cultura organizacional atualizada

A cultura organizacional também passa por transformações em processos de aquisição. “Essa última aquisição também exigiu que a Rock se adaptasse. Deixamos de ser uma empresa nacional brasileira, para ser uma empresa global. Hoje, operamos em inglês como primeira língua, e isso demandou um movimento enorme do nosso time de adaptação. Isso exigiu dos rockers [como os funcionários da companhia são conhecidos] um perfil diferente. Era uma nova Rock surgindo. Por outro lado, a empresa adquirida também precisou vivenciar uma adaptação de cultura. Como ela já tinha passado por muitas aquisições anteriormente, isso fez com que se criassem tribos dentro da companhia. A gente sabia que o banho de cultura tinha que ser feito, mas com calma. E todo mundo estava muito aberto para isso. Pouco a pouco, fomos conquistando essa integração”, lembra o líder financeiro.

O objetivo: eliminar distâncias

Como as equipes se encontram em diferentes países, as ferramentas tecnológicas de trabalho remoto se tornaram as melhores alternativas para eliminar a distância e construir relacionamento, segundo o CFO. “Fizemos alguns encontros presenciais para integrar o time e facilitar a integração, mas, a maior parte do tempo adotamos o trabalho remoto. A digitalização foi acelerada por conta do coronavírus, e tivemos que aprender a usar ferramentas de videoconferência rapidamente. Como uma empresa global, a gente acredita no trabalho remoto, mas ainda teremos os escritórios para interação na medida do possível.”

As lições que ficaram das fusões e aquisições

Depois de passar por tudo isso, o resultado que fica evidente é mesmo de muitas lições aprendidas. “O que ficou desse tipo de experiência foi de muito aprendizado, e isso certamente vai nos ajudar em futuros negócios. Aprendemos a lidar com um mercado totalmente novo e que trazia muitas particularidades”, completa o CFO. 

Ficou curioso e quer saber mais? Não perca a Master Class sobre Gestão Financeira e a Master Class sobre Venture Capital.

Mauricio Gomide

Jornalista de formação e com quase 20 anos de mercado, Maurício Gomide (Goma) migrou para o marketing digital com foco em conteúdo, SEO e inbound. Atualmente integra o time de marketing da Conta Simples, fintech brasileira especializada em cartão corporativo e gestão de despesas.

O cartão corporativo mais inteligente do mercado.

Regras por usuário, categoria e limite para controlar cada gasto antes dele acontecer.

Artigos Relacionados

Founder Hacks: o que fundadores que já escalaram fazem diferente na gestão

Founder Hacks: o que fundadores que já escalaram fazem diferente na gestão

Founder Hacks é a série da Conta Simples em que founders abrem os bastidores de gestão, finanças e decisões que fizeram o negócio escalar.

Mauricio Gomide

25 de setembro de 2026

Ler artigo
De seguro de celular em São Paulo a 200 mil clientes: os hacks de Igor Mascarenhas, da Píer

De seguro de celular em São Paulo a 200 mil clientes: os hacks de Igor Mascarenhas, da Píer

No 1º Founder Hacks, Igor Mascarenhas conta como tirou a Píer do papel: foco radical, comunidade como canal e disciplina de caixa. Assista!

Mauricio Gomide

21 de setembro de 2026

Ler artigo
Centro de custo: o que é, como estruturar e como controlar o gasto de cada área

Centro de custo: o que é, como estruturar e como controlar o gasto de cada área

Entenda o que é centro de custo, como dividir os da sua empresa e como controlar o gasto de cada área sem depender do fechamento da fatura.

Mauricio Gomide

17 de agosto de 2026

Ler artigo