Com 51,5% do investimento, fintechs lideram venture capital em 2022

Fintechs concentraram US$ 1,05 bilhão dentre os US$ 2,04 bilhões investidos em startups brasileiras no primeiro trimestre do ano; CEO do Distrito atribui resultado ao amadurecimento do setor
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As fintechs lideraram o ranking de investimentos de venture capital no primeiro trimestre de 2022, período em que o valor destinado a startups brasileiras foi 4% maior que o mesmo intervalo do ano passado. Considerando os três primeiros meses deste ano, o ecossistema soma US$ 2,04 bilhões aportados em 167 transações, contra US$ 1,96 bilhão distribuído em 200 deals no primeiro tri do ano passado. Do montante de 2022, as fintechs acumularam US$ 1,05 bilhão, o que representa 51,5% do total.

O compilado de três meses de 2022 mostra ainda que as startups de serviços financeiros foram seguidas pelas retailtechs (startups de varejo e consumo), que somaram US$ 210,7 milhões de janeiro a março – cerca de um quinto do valor do primeiro lugar. Na sequência, estão as HRTechs (US$ 196,7 mi), as Real Estate (47,8 mi) e as Agtechs (US$ 45,99 mi). Nestas três últimas categorias estão as startups de recursos humanos, do mercado imobiliário e as que atuam no agronegócio, respectivamente. 

Fonte: Distrito e Bexs Banco, com dados de 2022.

Os números fazem parte da mais recente edição do Inside Venture Capital, produzido pela plataforma de transformação digital Distrito, em parceria com o Bexs Banco, pioneiro em soluções digitais de câmbio. 

CEO do Distrito, Gustavo Gierun lista alguns aspectos do mercado que levam o setor de fintechs à liderança em relação ao número de rodadas e volume de captação de investimento. Um deles é o amadurecimento do setor.

“Como grande parte do volume investido nas empresas de tecnologia acontece em estágios mais avançados (Series B, Series C, para cima), as startups que captam rodadas volumosas de recursos hoje estão passando por um processo de desenvolvimento há algum tempo. O setor financeiro foi um dos primeiros a alcançar essa maturidade”. Gustavo Gierun, CEO do Distrito

Ainda segundo Gustavo, o elevado volume de investimento em fintech visto atualmente tem relação com a alta demanda por serviços financeiros e pela forte detenção de capital registrado pelo setor. “Historicamente as instituições financeiras concentram uma grande parcela do capital disponível, o que materializa uma grande concentração de recursos em startups também desse setor”, afirma. 

Além disso, “serviços financeiros, como crédito e meios de pagamento, compõem a infraestrutura necessária para a operação de quase todos os negócios, de quase todos os setores, o que torna os serviços oferecidos pelas fintechs bastante demandados”, diz Gustavo. O CEO explica ainda que a própria natureza do modelo de negócio de crédito – ser intensivo em capital – explica a intensidade na busca por investimentos.

Cenário para 2022

Para o restante do ano, as perspectivas também são boas na avaliação do CEO. “Acreditamos que 2022 vai apresentar volumes de investimentos semelhantes ou maiores que os do ano passado”, afirma. Em 2021, as startups brasileiras receberam US$ 9,43 bilhões em investimentos, distribuídos em um total de 779 transações, de acordo com relatório produzido pelo Distrito, em parceria com o Bexs. 

O valor foi 2,5 vezes maior do que o realizado em 2020. O último ano também bateu o recorde no número de novos unicórnios, startups com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão. No total, foram dez empresas. Com isso, o Brasil já soma 21 empresas unicórnios.

Sobre o resultado positivo do primeiro trimestre de 2022, que teve alta de 4% em relação ao mesmo intervalo do ano passado, Gustavo afirma que ele é fruto do amadurecimento do mercado de inovação do Brasil. “Apesar de o primeiro trimestre ter tido menos transações, o ticket médio dos aportes está aumentando. A maior competitividade e a entrada de fundos estrangeiros ajudam a explicar esse cenário”, diz. 

Fonte: Distrito e Bexs Banco, com dados de 2022.

Fusões e aquisições 

Quanto a fusões e aquisições, o total de M&As de 2022 chega a 61 deals – o número ficou estável em relação ao primeiro trimestre de 2021, que teve 60 acordos firmados. “Os números de fusões e aquisições no País são consistentes mesmo com os desafios macroeconômicos globais”, afirma Gierun.

“Uma tendência que tem chamado muito a atenção são empresas de tecnologia comprando outras empresas de tecnologia. Com a área de pessoas cada vez mais competitiva, a aquisição de empresas tem sido uma estratégia cada vez mais utilizada para conseguir times que se destacam e já trabalham bem juntos”, conclui.

Sobre o Distrito

O Distrito soluciona os problemas da transformação digital das empresas por meio de uma plataforma SaaS data-driven. Em 4 anos de existência, construímos o mais avançado sistema de inteligência e banco de dados sobre startups e venture capital da América Latina.

Hoje, são mais de 35 mil startups monitoradas, uma comunidade vibrante de quase mil startups residentes impulsionadas, 70 grandes empresas como clientes e mais de 5 mil profissionais engajados na plataforma. 

Sobre o Bexs Banco

O Bexs Banco tem mais de 30 anos no mercado de câmbio e conta com uma equipe especializada no tema para atender operações de importação e exportação, de investimentos, aporte de capital e transações que demandam estruturação. O banco também oferece soluções digitais de Câmbio as a Service (via API) para negócios de alta escala como fintechs, agtechs, securities, etc.

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