CFO da Rock Content fala sobre aquisição da WriterAccess

Renato Guerra conta como foi o processo de aquisição da WriterAcess pela Rock Content e compartilha experiências da operação.
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Se você está antenado nas notícias de mercado, deve ter visto que, na semana passada, a Rock Content comprou a WriterAccess, líder no mercado de freelancers criativos nos EUA, que conta com cerca de 2 mil clientes e mais de 500 agências parceiras.

Segundo dados da Rock, a aquisição vai permitir que a empresa escale mais rápido, já que terá uma plataforma de marketplace potencializada por Inteligência Artificial e a junção de marcas e profissionais de Marketing com grandes talentos. 

Dessa forma, haverá um reforço de freelancers e a formação de um marketplace global para seus clientes, oferecendo conteúdo em diversos idiomas, em menos tempo, por meio de uma plataforma integrada.

Para saber mais sobre essa aquisição, o Simplifica conversou com o CFO da Rock, Renato Badaró Guerra, e trouxe uma entrevista com alguns detalhes sobre a operação, os aprendizados conquistados nesse processo e dicas que podem ajudar líderes financeiros que estão passando pela mesma experiência de um M&A (do inglês mergers and acquisitions, ou “fusões e aquisições”).

Pronto para conferir?

Blog Simplifica: Quais são os maiores desafios da Rock Content hoje depois da aquisição da WriterAccess?

Renato Guerra: Primeiramente, continuar desenvolvendo as soluções da WriterAccess garantindo o melhor tratamento possível aos clientes, funcionários e aos talentos do marketplace. Nossa maior prioridade é continuar entregando um serviço de excelência! Em segundo lugar, continuamos na nossa jornada de construir a maior companhia da nossa categoria, oferecendo soluções de ponta para nossos clientes, e a aquisição da WriterAccess é um passo essencial nessa jornada!

BS: Quais foram os maiores aprendizados nesse processo de aquisição?

RG: Diferentemente da outra companhia adquirida nos Estados Unidos em 2019, a WriterAccess é uma empresa founder-led e bootstrapped, por isso nos deparamos com desafios diferentes durante o processo. Tivemos que aprender a conduzir o processo de forma diferente e com o cuidado de estar lidando com fundadores que criaram um negócio de sucesso do zero, sem nunca ter passado por uma rodada de investimento com investidores institucionais. Isso exigiu mais sensibilidade e flexibilidade ao longo do processo, para conclusão da operação de forma efetiva. 

BS: Em que aspectos o processo de aquisição anterior ajudou na aquisição de agora?

RG: O entendimento do ambiente de negócios nos Estados Unidos após a aquisição anterior e mais de dois anos presente no mercado americano foram pontos essenciais para condução dessa nova aquisição. Com esse conhecimento acumulado, fomos capazes de superar etapas importantes do processo com muito mais eficácia e tranquilidade.

rock content

BS: Como foi a preparação do financeiro da Rock Content para esse processo de aquisição?

RG: Assim como nas outras aquisições, a gente se preparou em duas principais frentes:

(i) Execução da transação: com apoio dos nossos assessores financeiros (due diligence e  PMI – Alvarez & Marsal) e jurídicos (BZCP no Brasil, Hughes Hubbard nos EUA), e coordenação do nosso time de M&A;

(ii) Integração pós-aquisição: imediatamente após a aquisição ser concluída, iniciamos um esforço grande de integração dos processos financeiros da WriterAccess, com o objetivo de adquirir controle total sobre o processo de ponta a ponta. Essa etapa exigiu do time muito tempo de estudo para conhecer o processo completo da WriterAccess, entender os sistemas utilizados e trabalhar na migração, concluída em <90 dias;

BS: Quais conselhos deixaria para líderes financeiros que estão passando ou pretendem passar por processos de fusões e aquisições?

RG: Meu conselho é investir em pessoas e sistemas que ajudem na execução das aquisições e também na integração das companhias adquiridas. Ter um bom time para execução de M&A e um time financeiro com sistemas prontos para integração imediata garante ganhos de escala e agilidade no negócio, com o mínimo possível de fricção na forma como a empresa adquirida opera. Além disso, sempre recomendo também a contratação de um time de assessoria de ponta, tanto financeiro (due diligence, assessoria à transação) como jurídico.

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