Andrey Yu, da Nuvemshop, dá dicas para não errar na hora do fundraising

Gerente de Relações com Investidores e Pesquisa da maior plataforma de e-commerce da América Latina afirma que fundraising exige tempo e planejamento
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Engana-se quem pensa que uma empresa deve buscar capital no mercado quando estiver precisando. Ao contrário, planejamento e tempo são palavras-chave quando o assunto é captação de fundos de investimento, o chamado fundraising.

Esse é o alerta do Gerente de Relações com Investidores e Pesquisa da Nuvemshop, Andrey Yu, para que a empresa não fique descapitalizada ou perca oportunidades de crescimento por falta de dinheiro em caixa. 

No caso da Nuvemshop, plataforma de e-commerce líder na América Latina, experiência não falta nessa seara. A empresa criada em 2011 já captou US$ 636 milhões em venture capital, divididos em seis diferentes rodadas.

No próprio ano de fundação veio o Angel Round + follow ons. Três anos depois, em 2014, o Series A, seguido do Series B, em 2017, e o Series C em 2020. No ano passado, foram duras rodadas: Em março (Series D) e em agosto (Series E)

Fundraising e as oportunidades de crescimento

O dinheiro depositado em caixa ao longo dos anos permitiu um crescimento exponencial. A Nuvemshop saltou de 25 mil para mais de 100 mil clientes em um intervalo de pouco mais de dois anos (2020/2022), com um boom também no número de funcionários e de receita. A plataforma transacionou R$ 6 milhões em 2021 (71,5% a mais que no ano anterior) e viu seu quadro de colaboradores crescer 455%, passando de 150 em janeiro de 2020, para cerca de 1000 pessoas, atualmente. 

Em entrevista ao Simplifica, Andrey Yu alerta sobre como se organizar para a captação de recursos e fala das oportunidades que podem surgir, mesmo nos atuais tempos de recessão. Siga a leitura para entender mais!

Andrey Yu, gerente de Relações com Investidores e Pesquisa da Nuvemshop

Momento ideal para o fundraising

Quando perguntado sobre o momento momento para a empresa buscar capital no mercado, Andrey Yu explique que essa equação varia conforme a necessidade de cada empresa ou empreendedor. 

“Há empreendedores que podem precisar de recursos para tirar sua ideia do papel e criar um MVP (Minimum Viable Product) para conduzir testes. Outras pessoas podem buscar uma captação somente após o lançamento do produto, com o objetivo de escalar sua ideia, expandir a aquisição de clientes ou até melhorar seu produto”, afirma o gerente.

Além do estágio de cada empreendimento e da condição financeira de cada empreendedor, um terceiro elemento é preponderante nesta decisão: o planejamento para a utilização dos recursos. 

“Por isso, o empreendedor deve pensar em captar com meses de antecedência e não esperar ficar sem caixa, de maneira a evitar pressões adicionais e perder valor pela pressa em levantar capital”, diz. 

O segredo está no pitch?

Sobre a importância do pitch, ou seja, da apresentação verbal concisa a respeito da ideia que o empreendedor quer desenvolver, Andrey também faz considerações importantes. 

Segundo ele, mais do que “vender” bem uma ideia, o pitch é importante para explicar de forma clara o produto ou serviço sendo desenvolvido, o tamanho do mercado e da oportunidade e como essas duas coisas se relacionam. 

“O empreendedor precisa ser claro sobre como o produto ou serviço vai solucionar o problema proposto e qual o tamanho do mercado potencial”, diz.

Por vezes, afirma o gerente, o pitch vai ser a principal fonte de informação que os investidores terão sobre sua empresa. “Então, ser bastante claro e assertivo sobre o produto ou serviço sendo desenvolvido e o tamanho da oportunidade pode ser crucial para uma tomada de decisão”, ressalta.

Fundraising no Startups Fever

Andrey é um dos palestrantes confirmados para o Startups Fever, evento da Conta Simples, realizado em parceria com o portal Startups.com.br e a plataforma StartSe. Como porta-voz da Nuvemshop, ele terá espaço no painel Fundrasing na vida real: o segredo está no pitch? 

Na avaliação dele, o momento atual (de recessão econômica, inflação e juros altos, e baixa liquidez) é extremamente oportuno para tratar deste tema. “A discussão proposta pelo Startups Fever é extremamente válida em momentos de mercados mais cautelosos e buscando boas oportunidades. Pelo momento que vivemos atualmente, é importante para empreendedores estarem bem preparados para quando o mercado estiver com mais apetite. Por isso, será uma oportunidade muito relevante para entender o cenário atual e criar conexões”, afirma.

Andrey estará ao lado de Isabelle Hirayama, da Movile, Felipe Mansano, do EquitasVC, Jorge Vargas Neto, da Bhub, e Bernardo Brites, da Trace Finance

O Startups Fever vai ocorrer no dia 25 de junho, em São Paulo, e vai reunir mais de 40 palestrantes. Nomes de peso à frente unicórnios brasileiros, fundadores, C-levels e outras autoridades do ecossistema de startups vão falar sobre empreendedorismo, tecnologia, carreira e inovação em temas divididos em 11 painéis. 

Se você se interessou pelo assunto e quer saber mais, aproveite e faça a sua inscrição no Startups Fever

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