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Como a allu tirou o financeiro do operacional e passou a consultar o caixa em linguagem natural

15 minutos

O tempo para o financeiro entregar as saídas do mês por categoria. Antes, era um dia inteiro de planilha.

+2.700 cidades

O tamanho da operação que o time acompanha, com o gasto organizado por área.

+200 franqueados

A rede roda sobre a mesma estrutura financeira que a allu construiu primeiro para dentro de casa.

"Agora eu tenho inteligência artificial plugada no centro de onde está sendo movimentado o meu dinheiro."

Cadu Guerra - CEO e cofundador da allu

Youtube video

A allu criou no Brasil a assinatura de iPhone e hoje opera em mais de 2.700 cidades. Por trás disso existe um time financeiro que, até pouco tempo atrás, passava o dia em planilha, buscando nota fiscal na mão e cobrando comprovante em formulário. Hoje esse mesmo time responde a um pedido como “me manda as saídas do mês estratificadas por marketing, compras, amortização e juros” em 15 minutos — perguntando em linguagem natural para uma IA conectada direto à conta da empresa.

Quem conta essa história é Cadu Guerra, CEO e cofundador da allu.

Ficha técnica do cliente
Quem éallu
O que fazAssinatura de iPhone e de outros produtos, com rede de franquias
Operação+2.700 cidades, 4 sedes, +300 colaboradores, +200 franqueados
ClientesCerca de 70 mil ativos
O que usa da Conta SimplesCartões corporativos por área, crédito e MCP

Um negócio financeiro que rodava em planilha

Cadu não descreve a allu como uma empresa de varejo. Descreve como uma empresa financeira.

“O negócio da allu é um negócio financeiro. O nosso negócio é sobre ROIC, custo de capital, spread, alavancagem. A gente precisa ser eficiente na vírgula.”

E a lista de movimentações é longa: pagamento a fornecedor, repasse de cliente, repasse de investidor, repasse de franqueado, estorno. Cada uma com o seu controle, todos os meses.

No começo, esse controle era manual. Planilha, acesso a várias contas, nota fiscal buscada na mão, formulário no Google Forms para as pessoas preencherem. Não por acaso, o time financeiro nasceu debaixo de operações — era operacional demais para ser outra coisa. É o mesmo gargalo que aparece em quase toda empresa que cresce rápido, como a gente detalhou no guia sobre o financeiro de uma startup em hipercrescimento.

“Tinha esse papel muito ativo operacionalmente do time, de forma que o time não podia trabalhar de forma estratégica.”

Em um negócio de alocação de capital, isso tem preço direto: todo capital que não está na tese principal derruba o retorno.

O primeiro passo foi simples: um cartão por área

A entrada foi pela dor mais comum de todas — organizar quem gasta o quê. E o exemplo que Cadu dá não é sobre controle no abstrato, é sobre meta.

“O marketing manda um boleto para o time pagar, que é do Facebook Ads, mas mandou fora do SLA. Aí o time não paga, aí a campanha cai, aí o time não bate a meta de novos assinantes. Parece um problema bobo, mas é um problema muito grave: pode ser a diferença entre uma meta batida ou não.”

Com um cartão para marketing, outro para viagens, outro para operações e outro para compras, o gasto deixou de depender de uma fila de pagamento no meio do caminho. E o comprovante parou de ser uma cobrança no fim do mês — um fechamento sem cobrar comprovante no Slack é o que acontece quando cada compra já nasce identificada.

Do controle à escala

O negócio da allu é intensivo em capital: para atender mais clientes, é preciso comprar mais aparelhos. Organizar o controle resolveu a primeira camada. A segunda foi crescer sem perder a visão do conjunto.

“A gente começou usando a Conta Simples igual todo mundo começa: a gente precisa organizar isso aqui, vamos emitir vários cartões, um por área, ter tudo dentro do mesmo lugar. Só que daí a gente foi para escalar crédito, escalar como a gente usa limite, ter coisa rodando dentro de compras.”

A mesma estrutura virou base do modelo de franquias. Política de crédito, cobrança, integrações e automações foram construídas primeiro para dentro de casa, e só depois estendidas aos franqueados — hoje mais de 200.

O MCP e a pergunta que antes levava um dia

Quando a Conta Simples publicou o MCP, Cadu atravessou o escritório para contar ao time.

“Eu levantei, abri a porta, fui neles e falei: vocês viram o que a Conta Simples acabou de lançar? Criou um MCP.”

O MCP conecta a IA que a empresa já usa diretamente aos dados da conta. Na prática, é parar de montar relatório e passar a perguntar — o funcionamento está explicado em detalhe no post sobre MCP no financeiro: o caixa em linguagem natural.

“Se a IA tem acesso a rigorosamente tudo o que eu estou transacionando ali dentro, ela consegue me entregar qualquer informação. Agora me entrega minhas despesas classificando assim, agora me entrega classificando de outro jeito.”

O exemplo mais concreto é uma conversa com o gerente de finanças: o pedido de uma estratificação de saídas por categoria, no mês corrente, que voltou pronta em 15 minutos.

“Pensar em uma entrega dessa sendo feita em 15 minutos antes da gente ter esse tipo de tecnologia é impossível. Ia ser um dia inteiro de trabalho ali, ficar fazendo o cara cruzar com planilha.”

A adoção não veio de uma ferramenta nova. Veio de um hábito que já existia.

“Inteligência artificial tem que ser cultura, porque você não vai conseguir fazer as pessoas adotarem e terem IA como a primeira resposta, como um modo de operar natural, se isso não for cultura.”

O que o financeiro faz com o tempo que sobrou

Essa é a parte que interessa a qualquer CFO. O tempo devolvido não virou folga, virou escopo.

“Meu time trabalha melhorando a alavanca de pricing, fazendo a análise de sensibilidade da variação das nossas premissas, para ver onde eu posso atacar.”

O financeiro passou a atuar perto das outras áreas, a desbloquear decisões de risco e de canal, e a entrar nas parcerias desde o desenho.

“Nenhuma dessas parcerias avança sem ter um BP bem feito, um financeiro bem desenhado, uma lógica de precificação e de modelo de negócio que faça sentido para os dois lados.”

E há o outro lado da conta, o do erro que não acontece.

“Quando você está movimentando dezenas de milhões, centenas de milhões de reais mensalmente, um erro de 1, 2, 3, 4% para cima ou para baixo machuca muito o seu negócio, e é difícil de diluir.”

cadu guerra, ceo e founder da allu, fala da relação com a conta simples

O próximo passo: lançamento automático de ponta a ponta

A expectativa declarada é integrar o MCP ao ERP e automatizar os lançamentos por completo, tirando o que ainda tem trabalho manual na gestão. É um plano em andamento, não um resultado já medido.

“Não tem nada de sobrenatural”

O fechamento é o melhor argumento do case, porque tira o assunto do campo do porte da empresa.

“Quem está escutando pode estar pensando que a gente está falando de soluções para empresas do porte da allu, mas não são: todo mundo pode usar essas soluções.”

“Não tem absolutamente nada de sobrenatural em construir uma grande empresa. A gente só escutou os nossos clientes, simplificou as coisas, e foi resolvendo os gargalos que apareceram no caminho.”

A mesma pergunta, no seu caixa

O MCP conecta a IA que você já usa aos dados da sua conta. Em vez de montar o relatório, você pergunta.

Mauricio Gomide

Jornalista de formação e com quase 20 anos de mercado, Maurício Gomide (Goma) migrou para o marketing digital com foco em conteúdo, SEO e inbound. Atualmente integra o time de marketing da Conta Simples, fintech brasileira especializada em cartão corporativo e gestão de despesas.

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