No Brasil, o número de empresas que fecham suas portas anualmente é maior do que o número de empresas que iniciam suas atividades. Um dos grandes motivos é o desequilíbrio financeiro das empresas, principalmente em momentos de crise. Com o caixa deficiente, a única opção dos empresários é encerrar as atividades.

Mas porque as empresas não conseguem se manter no mercado? Um dos maiores fatores é o desequilíbrio financeiro. A falta de planejamento e a gestão deficiente implicam na queda dos rendimentos. Manter uma empresa e fazê-la crescer não é para qualquer um.

É preciso saber os segredos do mundo corporativo. E um deles, talvez o mais importante, é não usar o dinheiro da empresa para pagar contas pessoais. Pode parecer um pouco óbvio que fazer essa mistura é errado, mas boa parte dos empresários negligenciam por completo a questão. O resultado é a bancarrota.

O pagamento de despesas pessoais com dinheiro da empresa pode gerar graves consequências para o empreendimento. O maior deles é o desequilíbrio financeiro, principalmente em momentos de crise. Isso porque a empresa é um ente dotado de personalidade jurídica, com patrimônio próprio. Usar o dinheiro da empresa é como pegar uma grana emprestada.

Consequências de pagar despesas pessoais com dinheiro da pessoa jurídica

Separar as contas da empresa das contas pessoais é importante, pois as consequências de uma má administração podem custar a existência do empreendimento. Tudo está ligado à saúde financeira da empresa, que pode ser abalada pelo uso descontrolado dos fundos.

Se o empresário começa a dilapidar o patrimônio, pagando contas alheias ao objeto empresarial – contas pessoais – a empresa começará a sentir os efeitos. O primeiro deles é a sensação de que o empreendimento não está dando lucro, não está sendo viável. Isso ocorre principalmente em pequenas empresas, onde a entrada de capital é pequena.

Como o dinheiro está sendo direcionado para o pagamento de contas pessoais, é óbvio que parecerá que algo está errado. O dinheiro entra, mas é desviado para fins que não a própria empresa. Se você é empresário, pode estar pensando agora que tirar um pouquinho aqui, um pouquinho ali não faz diferença. É aí que começa o problema. Se isso virar uma bola de neve, não tem mais jeito.

E quando a crise aparece – e estamos vivendo várias crises nacionais e globais na economia – o dinheiro faz falta. A empresa, que deveria estar saudável, está com os cofres vazios. Tudo aplicado em contas pessoais dos empresários e sócios do empreendimento. Enfrentar crises nessa situação é praticamente impossível.

Existe também a questão tributária, que você precisa levar em consideração. A advogada Ana Cláudia Utumi alerta para esse problema. Segundo ela, “o fisco pode entender que a empresa deixou de pagar imposto sobre dinheiro que foi direto para a pessoa física, ou que a empresa está fazendo pagamentos sem causa para a pessoa física e aí haveria imposto de renda à alíquota de 35%, calculado “por dentro”, que resulta em tributação efetiva de 43%”.

Ninguém quer ser tributado além do mínimo possível, não é mesmo? Para evitar esse tipo de complicação, é fundamental evitar retirar fundos da empresa para o pagamento de despesas de origem pessoal.

Importância de separar contas pessoais das contas da empresa

Se você é Microempreendedor Individual (MEI), Freelancer ou qualquer outra modalidade de empreendedor, deve ficar atento à separação entre as contas pessoais e as contas da empresa. Quanto mais organizado for o seu empreendimento, melhores serão os resultados. Isso porque fica muito mais fácil saber o que está bem e o que está errado quando as contas estão separadas.

Uma das grandes vantagens não pagar despesas pessoais com dinheiro da empresa é a certeza de que o caixa empresarial estará sempre correto. Isso ajuda muito principalmente nos momentos de crise, onde ter o capital integralizado é crucial para a sobrevivência do negócio.

Talvez você esteja se perguntando agora como fazer a separação entre uma coisa e outra. Para grandes empresas, como Sociedades de Economia Mista e Sociedades Limitadas, essa separação é bem fácil, pois o controle é maior. Mas nas empresas individuais e pequenos empreendimentos, em que o número de funcionários é pequeno ou até mesmo inexistente, como fazer?

Separamos algumas dicas para evitar o pagamento de despesas pessoais com dinheiro da empresa, para que você consiga se organizar e crescer no mercado. São dicas simples, mas poderosas, que vão auxiliar no dia a dia da sua atividade.

Como manter a saúde financeira da sua empresa

Uma das melhores maneiras de impedir a confusão entre o que é da empresa e o que é pessoal é através de contas específicas. Isso mesmo, trabalhe com uma conta corrente da empresa e uma para os proventos recebidos de outras fontes. Dessa forma será possível saber exatamente o que é pessoal e o que é da empresa.

Outra dica de ouro é estabelecer um limite fixo para retiradas de fundos da empresa. Dessa forma, mesmo que a entrada em determinado mês for superior às expectativas, a retirada permanecerá igual. Nos meses em que a entrada for deficiente você não terá com o que se preocupar, pois o extra de meses anteriores irá equilibrar o caixa.

Viu só como é simples deixar o caixa da empresa organizado? Pagar despesas pessoais com dinheiro da empresa é ruim e pode prejudicar em muito no sucesso do seu empreendimento. Vale a pena ficar atento ao caixa, aos rendimentos e fazer uma separação clara entre as contas da empresa, enquanto personalidade jurídica, e as contas pessoais.

E para você que quer ainda mais praticidade e comodidade na hora de organizar as suas finanças, pode contar com serviços especializados, como os oferecidos pelo Conta Simples. Trata-se de um novo empreendimento, voltado para empreendedores individuais que desejam ter mais sucesso em suas atividades.

Não deixe que as suas contas pessoais atrapalhem o desempenho do seu empreendimento. Promova uma separação clara, acompanhe os resultados e chegue ao topo em seu nicho de atuação. O sucesso do seu negócio depende da sua capacidade de promover um gerenciamento de excelência.

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