O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) lançou um estudo em setembro de 2017. O tema era financiamento para micro e pequenas empresas (MPE).

O SEBRAE se propôs a responder perguntas relacionadas à dinâmica atual do mercado quanto ao suporte financeiro a micro e pequenos empresários brasileiros. Vamos abordar algumas das respostas obtidas nesse estudo. Se você está ligado ao setor das MPEs, esse artigo é para você.

Micro e pequenos empresários conseguem financiamento em bancos públicos?

Tanto bancos públicos quanto privados concedem financiamento para as MPEs brasileiras. Mas o grau de investimento dos bancos públicos se mantém ao longo dos anos? Se no passado as condições econômicas permitiam bons empréstimos, atualmente é assim?

Para responder essa pergunta levando em conta o Brasil inteiro, o SEBRAE reuniu a seguinte informação: a porcentagem de capital equivalente ao crédito bancário em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Essa porcentagem foi calculada para bancos públicos e privados e dentro do período de 2007 a 2016.

O estudo mostrou que atualmente micro e pequenos empresários estão com um pouco mais de dificuldade para conseguir financiamento em bancos públicos. A porcentagem correspondente a crédito/PIB vinha aumentando de 12% a 30% entre 2007 e 2015. Mas em 2016 ela caiu para 28%.

Reflexo da retração na economia brasileira iniciada em 2014. Já com os bancos privados, a porcentagem do capital destinada ao crédito se manteve praticamente inalterada, variando entre 22% e 26%.

O banco público que mais concede financiamento para micro e pequenas empresas

Atualmente o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é proprietário de 19% do total de crédito ativo concedido às MPEs. Em 2016, essa instituição investiu em empreendimentos de micro e pequeno porte que atuam em diferentes setores, ficando assim distribuídos os maiores desembolsos:

  • 43% na agropecuária
  • 17% no comércio
  • 12% no transporte

Existe uma enorme diferença de crédito concedido para empresas no primeiro setor em relação às incluídas nos segundo e terceiro setores. Isso talvez possa ser explicado pelo desconhecimento que os empresários carregam em relação aos programas de financiamento do BNDES.

Supondo que você tem um pequeno quiosque onde vende smartphones e acessórios para eles. Se você planeja fazer uma ampliação do seu negócio, pode procurar no site desse banco o BNDES Automático. Esse é um programa de crédito voltado para:

  • Construção, ampliação ou reforma de estabelecimento comercial
  • Aquisição de capital de giro
  • Aquisição de máquinas e equipamentos

Agora vamos imaginar que você se oficializou como microempreendedor individual (MEI) e vem executando serviços de transporte. Para obter suporte financeiro, você busca pelo BNDES Finame. Trata-se de uma linha de crédito voltada para aquisição de máquinas, inclusive ônibus e caminhões.

É possível que você esteja imaginando que é complicado solicitar crédito a um banco público. Não é verdade. Mas, não significa que você não precise se preparar para essa tarefa. É importante, por exemplo, que você tenha alguma noção de como uma instituição avalia sua empresa antes de conceder o empréstimo.

O que alegam os empresários que não conseguem crédito no BNDES?

Ainda em 2017 a equipe do SEBRAE entrevistou micro e pequenos empresários e perguntou o motivo deles não terem conseguido empréstimo no BNDES. Vinte e um por cento dos entrevistados responderam que não sabiam o motivo. Outros 21% informaram que a razão era o excesso de burocracia.

De fato, essa última cifra ilustra as dificuldades enfrentadas por uma boa parte dos empresários de pequeno porte. Os bancos públicos costumam exigir uma lista imensa de documentos e formulários a serem preenchidos.

A odisséia vivida pelo empresariado sem dúvida é ilustrada com outra verdade que a avaliação do SEBRAE deixou aparente. Cinqüenta e quatro por cento dos entrevistados declaram que os serviços de empréstimo dos bancos brasileiros, sejam públicos ou privados, são ruins ou muito ruins.

Financiamento para micro e pequenas empresas a juros altos: ninguém merece!

Seria a burocracia dos bancos a única vilã do financiamento para MPEs no Brasil?De acordo com o resultado obtido na pesquisa realizada pelo SEBRAE, a resposta é não.

A equipe perguntou aos micro e pequenos empresários que sugestão eles dariam que pudesse tornar mais fácil lidar com empréstimo ou financiamento. Enquanto 24% dos entrevistados responderam “redução da burocracia”, 53% alegaram “redução das taxas de juros”. Ou seja, mais da metade das pessoas entrevistadas consideram que pagar juros altos é pior do que experimentar exigências burocráticas.

Bancos não são as únicas fontes de financiamento para micro e pequenas empresas

É verdade que para ter sucesso na captação de capital para sua empresa você precisa fazer com que ela ganhe credibilidade, mostre responsabilidade administrativa, financeira e fiscal. Do contrário, que entidade desejará investir e ao mesmo tempo correr riscos altos?

Felizmente a evolução rápida do mercado trouxe outras possibilidades de obtenção de crédito que não bancos. Uma alternativa é procurar uma fintech. Essa é uma categoria de empresa privada que funciona em associação com uma instituição financeira. Fintechs oferecem crédito para MPEs cobrando juros bem inferiores aos praticados pelos bancos. Além disso, a análise de crédito nessas instituições não é tão prolongada quanto nas financiadoras tradicionais.

Outra vantagem de estabelecer acordos financeiros com fintechs é não precisar pagar tarifa de manutenção de conta corrente. Na Conta Simples, fintech especializada no atendimento à pessoa jurídica, não são cobradas mensalidades de administração da conta. Como correntista, você pode adquirir um cartão de crédito corporativo e uma maquininha de cartões de débito/crédito, tornando a rotina da sua empresa muito mais tranqüila.

As diferentes opções para assegurar um amadurecimento saudável para seu negócio estão à sua volta. É só aproveitar com conhecimento de causa e o sucesso estará garantido.

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